MacBook Air M4 vs M1: vale a pena o upgrade para quem usa Lightroom Classic?
- Murilo Rêgo Neto

- há 2 dias
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Atualizado: há 1 dia
Introdução
Quando a Apple lançou o MacBook Air com chip M1, em 2020, ela redefiniu completamente o que se esperava de um notebook fino e leve. O desempenho surpreendente, aliado a uma autonomia de bateria excepcional, fez com que o modelo rapidamente se tornasse uma referência — inclusive dentre profissionais como fotógrafos que buscavam uma máquina portátil para trabalhar com o Lightroom.
Passados alguns anos, o MacBook Air M1 continua sendo um notebook extremamente competente. Ainda assim, com a evolução natural do macOS, do próprio Lightroom e dos fluxos de trabalho baseados em recursos cada vez mais pesados — como exportações em lote e ferramentas de inteligência artificial — surge uma dúvida inevitável: vale a pena fazer o upgrade do MacBook Air M1 para o novo MacBook Air M4?
Neste artigo, vou compartilhar minha experiência prática ao sair de um MacBook Air M1 (modelo base) para um MacBook Air M4 (modelo base), com foco específico no uso para fotografia e no desempenho dentro do Lightroom Classic. Além de uma análise geral do notebook, apresento testes objetivos envolvendo tarefas reais do dia a dia, como criação de visualizações, exportação de fotos e redução de ruído por IA.
Para contextualizar melhor os resultados, também trago comparativos com outras máquinas que utilizo, incluindo um Mac Mini M2 Pro e um PC desktop, ajudando a entender onde o MacBook Air M4 se posiciona em termos de desempenho, eficiência e proposta.
Se você edita fotos, usa o Lightroom Classic e está se perguntando se o upgrade do M1 para o M4 faz sentido, este artigo foi feito exatamente para você.

MacBook Air M4: visão geral e proposta
Antes de entrar em números, testes e comparações, é importante alinhar expectativas. Assim como aconteceu com o M1, o MacBook Air M4 não é um notebook de alto desempenho voltado para profissionais. Para esse público, a própria Apple oferece a linha MacBook Pro. O Air continua sendo, acima de tudo, um notebook focado em portabilidade, eficiência energética e experiência de uso fluida.
Dito isso, a Apple vem, geração após geração, expandindo os limites do que esse tipo de máquina consegue entregar — e o M4 é mais um passo nessa direção.
Visualmente, pouca coisa mudou, como o notch na tela e o design mais homogêneo, como veremos adiante. A não ser por esses detalhes, o MacBook Air M4 mantém exatamente a mesma identidade do modelo anterior: um notebook extremamente fino, leve, silencioso e muito bem construído. A qualidade do acabamento continua impecável, e o conjunto como um todo passa aquela sensação de produto refinado que já virou marca registrada da Apple. Se você já usou um Air recente, vai se sentir em casa imediatamente.
A grande diferença, como era de se esperar, está por dentro.
O chip Apple M4, mesmo na configuração base, traz ganhos claros de desempenho em relação ao M1, especialmente em tarefas mais modernas e alinhadas ao que os softwares vêm exigindo hoje — como uso mais intenso de GPU, aceleração por hardware e recursos baseados em inteligência artificial. Ainda que o MacBook Air continue sem ventoinha e sem refrigeração ativa, o controle térmico segue muito bem ajustado, priorizando silêncio absoluto e consistência de desempenho dentro da proposta do equipamento.
Outro ponto que merece destaque é que, assim como no M1, a eficiência energética continua sendo um dos maiores trunfos do MacBook Air M4. Mesmo com mais desempenho disponível, o consumo permanece extremamente baixo, o que se traduz em uma autonomia excelente para tarefas leves e moderadas. Para quem trabalha com textos, navegação, organização de fotos, edição leve e consumo de mídia, a experiência segue sendo a de um notebook que simplesmente não te obriga a pensar em tomada.
Em resumo, o MacBook Air M4 não tenta reinventar a categoria. Ele mantém exatamente a mesma filosofia do M1: oferecer o máximo de desempenho possível dentro de um corpo fino, leve, silencioso e com bateria de sobra. A diferença é que, agora, esse teto de desempenho está um pouco mais alto — e isso começa a fazer diferença em aplicações como o Lightroom Classic.
Configuração
Processador: Apple M4 (CPU de 10 núcleos / GPU de 8 núcleos);
Memória: 16 GB de memória unificada;
Armazenamento: SSD de 256 GB;
Tela: 13,6" Retina 2560×1664, com tecnologia True Tone e brilho de 500 nits;
Portas: MagSafe 3; duas portas Thunderbolt 4/USB 4; fones de ouvido de 3,5 mm
Teclado: Magic Keyboard retroiluminado com Touch ID.
Design
O design originalmente consagrado do MacBook Air, introduzido no primeiro modelo da linha, foi reformulado para adotar uma abordagem mais alinhada à linguagem visual atual da Apple, já presente nos MacBook Pro. O tradicional formato em cunha — mais espesso na parte traseira e progressivamente mais fino em direção à frente — foi substituído por um chassi de espessura uniforme, mudança que passou a integrar a linha Air a partir do MacBook Air M2.
Em termos dimensionais, o MacBook Air M4 mantém proporções muito próximas às do MacBook Air M1 analisado anteriormente. A principal diferença estrutural está na espessura, que agora é constante em toda a extensão do corpo e inferior à espessura máxima do modelo M1, resultando em um perfil visualmente mais limpo e moderno.

As dimensões físicas são as seguintes:
Espessura: 1,13 cm
Largura: 30,41 cm
Profundidade: 21,5 cm
O peso também foi levemente reduzido, passando de 1,29 kg no modelo M1 para 1,24 kg no modelo M4. Trata-se de uma diferença marginal, sem impacto prático perceptível no uso diário, mas que reforça a otimização estrutural da nova geração.
Tela
A tela do MacBook Air M4 apresenta qualidade excepcional. Em comparação com o MacBook Air M1, ela recebeu melhorias pontuais, mas relevantes.
O tamanho passou de 13,3 para 13,6 polegadas, o que pode parecer uma diferença pequena no papel, mas contribui para uma área útil ligeiramente maior — algo sempre bem-vindo para quem trabalha com edição de fotos. Além disso, as bordas foram reduzidas, tornando-se mais finas do que no M1. Essa mudança não apenas moderniza o visual do notebook, como também melhora a imersão durante o uso.
O upgrade mais significativo, no entanto, está no brilho. O MacBook Air M4 atinge 500 nits, contra os 400 nits do MacBook Air M1. Na prática, essa diferença é perceptível, especialmente em ambientes bem iluminados ou ao trabalhar próximo a janelas. Para fotógrafos, esse ganho também ajuda na visualização mais consistente das imagens em diferentes condições de luz.

No que diz respeito à reprodução de cores, a qualidade continua excelente, mantendo o alto padrão já visto no M1. A fidelidade de cores permanece confiável para edição fotográfica, e o contraste parece ligeiramente superior, resultando em pretos mais profundos e maior sensação de profundidade nas imagens.
Embora a linha Air ainda não conte com as telas de 120 Hz presentes na linha Pro, a experiência geral continua extremamente satisfatória. Para o público ao qual o MacBook Air se destina — incluindo fotógrafos que utilizam o Lightroom Classic — a qualidade do painel é mais do que adequada, combinando brilho elevado, boa fidelidade de cores e excelente nitidez.
Armazenamento
Assim como no MacBook Air M1, optei novamente pela configuração básica do MacBook Air M4, com SSD de 256 GB. Para o meu fluxo de trabalho, essa escolha continua fazendo sentido, já que utilizo SSD externo via USB-C para armazenar catálogos e arquivos fotográficos. Dessa forma, o armazenamento interno fica dedicado ao sistema operacional, aplicativos e arquivos temporários.
Em testes de velocidade, o SSD do MacBook Air M4 apresentou desempenho cerca de 300 MB/s inferior ao do MacBook Air M1. Embora não seja uma diferença extrema, trata-se de um dado relevante para quem pretende utilizar exclusivamente o armazenamento interno para tarefas mais pesadas.

Na prática, para quem utiliza armazenamento externo rápido e mantém o sistema interno menos sobrecarregado, esse comportamento tende a ter impacto limitado. Ainda assim, é um ponto relevante para quem pretende trabalhar exclusivamente com o SSD interno.
Teclado e Trackpad
No que diz respeito ao teclado e ao trackpad, o MacBook Air M4 mantém o design e a qualidade já consagrados nos modelos Apple Silicon da linha Air.
O teclado segue o padrão Magic Keyboard, com mecanismo de tesoura, bom curso de tecla e resposta consistente. A digitação continua precisa, silenciosa e confortável para longos períodos de uso — algo importante não apenas para escrita, mas também para quem trabalha com atalhos no Lightroom Classic.

O trackpad permanece um dos melhores do mercado. Amplo, preciso e com excelente resposta aos gestos do macOS, ele oferece navegação extremamente fluida. A implementação do clique por feedback tátil (Force Touch) continua sendo um diferencial, proporcionando sensação uniforme em toda a superfície.
Em resumo, não há mudanças significativas em relação ao M1 nesse aspecto — o que, nesse caso, é algo positivo. A Apple apenas mantém um padrão que já estava muito bem estabelecido.
Portas e Conexões
Em comparação ao MacBook Air M1, o MacBook Air M4 não aumentou exatamente o número de portas USB-C, mas trouxe uma mudança importante na forma como elas podem ser utilizadas.
O modelo M1 dependia exclusivamente das duas portas Thunderbolt / USB 4 tanto para carregamento quanto para conexão de periféricos. Já no M4, a inclusão do conector MagSafe 3 dedicado para energia libera as duas portas USB-C para uso simultâneo com acessórios, armazenamento externo e monitores. Na prática, isso representa um ganho funcional relevante, especialmente para quem trabalha com SSD externo, hubs ou interfaces adicionais.

As duas portas continuam operando no padrão Thunderbolt 4 / USB 4, com largura de banda de até 40 Gbps, mantendo compatibilidade com monitores externos, dispositivos de alta velocidade e soluções profissionais de armazenamento.
No lado direito, o notebook mantém a tradicional porta de 3,5 mm para fones de ouvido, assim como no modelo M1. Trata-se de um detalhe simples, mas importante para quem utiliza fones cabeados de maior impedância ou prefere monitoramento com fio durante edição.
Em resumo, embora o número físico de portas permaneça o mesmo, a adição do MagSafe 3 torna o conjunto mais versátil e funcional no uso cotidiano.
Bateria
A autonomia de bateria é um dos poucos aspectos que, em termos numéricos, praticamente não mudou em relação ao MacBook Air M1.
Segundo os testes oficiais da própria Apple, a autonomia permanece em até 18 horas de reprodução de vídeo e cerca de 15 horas de navegação na web via Wi-Fi — números muito semelhantes aos divulgados para o modelo com chip M1. Ou seja, não houve um salto perceptível em duração absoluta.
Entretanto, a análise não pode se limitar apenas à quantidade de horas longe da tomada.
O ponto mais relevante aqui é eficiência energética. Com o chip M4, você dispõe de um nível de desempenho significativamente superior — especialmente em tarefas que exigem CPU, GPU e aceladores dedicados — consumindo essencialmente a mesma quantidade de energia. Em outras palavras: a autonomia pode ser equivalente, mas a relação desempenho por watt é superior.
Na prática, isso significa que:
Em tarefas leves, o comportamento é tão econômico quanto no M1.
Em tarefas mais exigentes, o M4 entrega muito mais potência antes de impactar significativamente a drenagem da bateria.
Essa é a grande evolução: não se trata de fazer a bateria durar mais horas, mas de fazer muito mais dentro das mesmas horas.
Para quem trabalha com Lightroom Classic, exportações, geração de previews ou tarefas com aceleração por IA, isso representa um ganho real de produtividade sem sacrificar mobilidade.
Desempenho
Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que não se trata de uma máquina voltada para profissionais. Para esse público, a Apple oferece o MacBook Pro. O MacBook Air é uma máquina de entrada, pensada para um uso mais básico. Ainda assim, tenho gostado muito do desempenho deste notebook e não tenho absolutamente nenhuma reclamação nesse aspecto. Mesmo sendo um uma máquina de entrada, seu desempenho tem se mostrado exemplar.
Ao contrário do MacBook Air M1, cuja configuração base vinha com 8 GB de memória unificada, o MacBook Air M4 já parte de 16 GB na versão padrão. Essa mudança, por si só, representa um avanço significativo.
Na prática, o aumento de memória amplia consideravelmente a margem operacional da máquina. Com 16 GB, o sistema consegue manter mais dados ativos na RAM, reduzir a dependência de memória virtual (swap) e lidar melhor com múltiplas aplicações abertas simultaneamente. O ganho não é apenas teórico: ele se reflete diretamente na estabilidade e na fluidez do uso cotidiano.
Se no artigo do M1 eu fiz ressalvas importantes sobre os 8 GB de memória — especialmente para fluxos de trabalho mais exigentes no Lightroom — aqui essa preocupação praticamente deixa de existir. Os 16 GB de memória unificada oferecem uma base muito mais confortável para edição de fotos, permitindo trabalhar com catálogos maiores, gerar pré-visualizações, aplicar ajustes locais e utilizar recursos baseados em IA com muito mais tranquilidade.
Para um MacBook Air, trata-se de uma configuração bastante equilibrada. Evidentemente, não substitui um MacBook Pro em cenários extremos, mas coloca o M4 em um patamar muito mais próximo do uso profissional leve e intermediário do que o modelo base com 8 GB jamais esteve.
A seguir, vamos analisar especificamente o desempenho do MacBook Air M4 no Lightroom Classic e entender como essa combinação de chip mais potente e 16 GB de memória se comporta na prática.
Upgrade MacBook Air M1 para M4 no Lightroom Classic
Chegamos, então, ao ponto central desta análise: o desempenho do Lightroom Classic no MacBook Air M4. Será que vale a pena o upgrade MacBook Air M1 para M4 para o Lightroom Classic? Até agora, minha experiência tem sido bastante positiva. O programa abre muito rapidamente, a navegação pelo módulo Biblioteca é muito fluida, e a edição no módulo Revelação acontece sem engasgos.
A aceleração por hardware no Lightroom Classic agora funciona de forma plena, atingindo aceleração total nas configurações do aplicativo. Esse é um avanço importante em relação ao cenário que observei no MacBook Air M1 com 8 GB de memória.

Esse ganho é resultado direto de dois fatores principais. O primeiro é a presença de 16 GB de memória unificada, que oferece maior folga para que CPU, GPU e demais blocos do chip compartilhem dados sem recorrer com tanta frequência à memória virtual. O segundo é o próprio avanço do chip M4.
Em relação ao M1, o M4 traz melhorias estruturais relevantes: aumento de IPC (instruções por ciclo) em single core, o que impacta diretamente tarefas que dependem de desempenho por núcleo — algo muito comum no Lightroom — além da adição de dois núcleos de CPU e um núcleo adicional de GPU na configuração base, quando comparado ao M1.
Na prática, essa combinação se traduz em maior consistência durante a aplicação de ajustes, uso de máscaras, ferramentas baseadas em IA e navegação pelo módulo Revelação. O sistema permanece responsivo mesmo sob carga mais elevada, algo que no M1 com 8 GB podia exigir um pouco mais de paciência em cenários específicos.
Para ter uma noção mais concreta do desempenho, decidi realizar alguns testes práticos, tomando como referência três tarefas comuns no fluxo de trabalho:
Criação de visualizações 1:1
Exportação de imagens
Aplicação de redução de ruído por IA
Nos testes de geração de visualizações e exportação, utilizei uma coleção contendo 50 fotografias. Para o teste de redução de ruído por IA, selecionei uma única imagem capturada em ISO 6400, cenário que naturalmente exige maior processamento.
Todas as imagens utilizadas são arquivos NEF (RAW) provenientes de uma Nikon D7100, com resolução de 24 megapixels. A escolha por esse conjunto garante consistência entre as máquinas testadas e representa um cenário realista para quem trabalha com arquivos RAW de médio porte.

Além do MacBook Air M4, incluí nos comparativos:
Mac Mini M2 Pro
Desktop baseado em arquitetura x86
MacBook Air M1
Cada teste foi executado pelo menos três vezes em cada máquina, sendo considerado sempre o melhor tempo obtido, a fim de minimizar variações ocasionais do sistema ou tarefas em segundo plano.
Essa metodologia permite uma comparação mais justa e objetiva, oferecendo uma base sólida para analisar como o MacBook Air M4 se posiciona frente às demais configurações.
As Máquinas Avaliadas

Os Resultados
Os números revelam um cenário bastante interessante e ajudam a entender como cada arquitetura se comporta em tarefas reais dentro do Lightroom Classic.

Geração de visualizações 1:1
O MacBook Air M4 concluiu a tarefa em 43 segundos, contra 2 min 23 s do MacBook Air M1 — uma diferença expressiva, superior a três vezes em ganho de tempo.
Esse resultado indica uma evolução clara de desempenho por núcleo (IPC), além do impacto positivo dos 16 GB de memória unificada, que reduzem gargalos e evitam pressão excessiva sobre swap em cargas com múltiplos arquivos RAW.
Curiosamente, o M4 também superou o Mac Mini M2 Pro (1 min 21 s) nesse teste específico. Isso sugere que a geração de previews 1:1 pode depender mais de desempenho single core e latência de memória do que de paralelismo bruto ou número de núcleos de GPU.
O desktop apresentou o tempo mais alto (2 min 51 s), reforçando como a otimização do Lightroom para Apple Silicon influencia diretamente esse tipo de tarefa.
Exportação
Na exportação, o cenário muda um pouco.
O Mac Mini M2 Pro lidera com 39 segundos, seguido pelo MacBook Air M4, que concluiu em 1 min 05 s. O desktop ficou muito próximo (1 min 08 s), enquanto o M1 registrou 2 min 13 s.
Aqui entra um fator técnico importante: o M2 Pro conta com 16 núcleos de GPU, o dobro do M4 testado (8 núcleos). Como a exportação no Lightroom utiliza tanto CPU quanto GPU para processamento — especialmente em tarefas de redimensionamento, aplicação de ajustes e compressão — essa vantagem gráfica contribui diretamente para o resultado superior.
Além disso, o M2 Pro possui maior largura de banda de memória e mais núcleos sustentáveis sob carga contínua, o que favorece workloads paralelizáveis como exportações em lote.
O M4, ainda assim, reduz praticamente pela metade o tempo do M1, mostrando um salto geracional consistente e tornando a experiência muito mais ágil no uso cotidiano.
Redução de Ruído por IA (Denoise)
No teste de Denoise com ISO 6400, o comportamento volta a mudar.
O Mac Mini M2 Pro lidera novamente com 22 segundos, seguido pelo desktop (25 s). O MacBook Air M1 marcou 31 segundos, enquanto o MacBook Air M4 registrou 38 segundos.
A redução de ruído por IA é uma tarefa intensiva em GPU e memória. Apesar de o M4 ser mais moderno, o número de núcleos gráficos do M2 Pro e sua capacidade de manter clocks sustentados sob carga favorecem esse tipo de processamento. No caso do Air, a ausência de ventoinha pode influenciar levemente o comportamento sob carga prolongada.
Ainda assim, a diferença prática entre 31 s e 38 s é relativamente pequena no uso real.
Conclusão
De forma geral, o MacBook Air M4 representa um avanço claro em relação ao M1, especialmente nas tarefas mais frequentes do fluxo de trabalho fotográfico, como geração de previews e exportação.
Ele não supera o M2 Pro em tarefas altamente paralelizáveis ou dependentes de GPU — algo esperado, considerando a diferença no número de núcleos gráficos e no posicionamento de cada chip. Porém, para uma máquina fanless e de perfil portátil, o desempenho entregue é notavelmente competitivo.
Para fotógrafos que trabalham com lotes moderados de arquivos RAW, o M4 oferece uma experiência fluida, responsiva e muito mais equilibrada do que a geração anterior.
Em resumo
Os testes deixam claro que o MacBook Air com chip M4 representa uma evolução consistente dentro da linha Air, especialmente para fluxos de trabalho no Lightroom Classic.
O ganho na geração de previews é expressivo, a exportação se torna significativamente mais rápida em relação ao M1 e, mesmo em tarefas mais exigentes como redução de ruído por IA, o desempenho permanece plenamente utilizável.
O Mac Mini com M2 Pro mantém vantagem em cargas altamente paralelizáveis e em tarefas que exploram mais intensamente a GPU — algo esperado considerando seus 16 núcleos gráficos e maior margem térmica. Já o desktop, apesar da GPU dedicada, não demonstrou vantagem clara frente à otimização do Lightroom para Apple Silicon.
Na prática, o M4 deixa de ser apenas uma opção de entrada e passa a ser uma máquina madura, capaz de atender com segurança fotógrafos que trabalham com RAW de alta resolução em projetos de porte moderado.
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Se você trabalha com fotografia e está considerando atualizar seu equipamento, avalie não apenas especificações técnicas, mas o seu fluxo real de trabalho.
Quantos arquivos você edita por sessão?
Com que frequência utiliza Denoise por IA?
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O equilíbrio entre portabilidade, desempenho e custo faz do MacBook Air M4 uma escolha extremamente sólida para a maioria dos fotógrafos — mas entender seu próprio perfil de uso é o que realmente define a melhor decisão.
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