MacBook Air M1 para Fotógrafos: desempenho real no Lightroom Classic
- Murilo Rêgo Neto

- 5 de ago. de 2024
- 15 min de leitura
Atualizado: há 3 dias
Introdução
O MacBook Air com chip Apple M1 virou um dos notebooks mais comentados pelos fotógrafos — especialmente por combinar desempenho fluido, autonomia de bateria excepcional e construção leve e compacta. Mas será que ele realmente atende às demandas de quem edita muitas fotos no Adobe Lightroom Classic, mesmo sendo considerado um modelo de entrada?
Neste artigo eu apresento uma análise prática do MacBook Air M1 para fotógrafos, mostrando:
por que eu decidi comprar esse modelo;
os pontos fortes e fracos do hardware;
como ele se comporta no dia a dia com edição de fotos;
resultados reais de desempenho em tarefas como criação de visualizações 1:1, exportação de fotos e redução de ruído por IA.
O foco aqui não é fazer propaganda, mas sim oferecer informação útil baseada em uso real, especialmente para quem usa o Lightroom como principal ferramenta de edição.

Análise do MacBook Air M1 para fotógrafos
Passados quatro anos desde a compra do meu notebook Dell Inspiron i14-5480, comecei a me perguntar se não havia chegado a hora de trocar de máquina novamente. Não existia uma necessidade real — o Dell ainda dava conta do recado —, mas surgiu uma ótima oportunidade de adquirir um notebook mais moderno, mais potente e com excelente autonomia de bateria, tudo isso por um preço razoável.
Além disso, eu estava passando por uma mudança de mentalidade em relação ao que considero prioridade em um computador. O resultado dessa combinação de fatores foi a compra de um MacBook Air com chip M1, o que acabou me motivando a escrever esta análise do MacBook Air M1 para fotógrafos.
Mas este artigo é útil apenas para fotógrafos? Não necessariamente. Embora o foco principal seja o uso por fotógrafos amadores e profissionais, qualquer pessoa interessada em desempenho, bateria e experiência de uso encontrará informações valiosas ao longo do texto.
Por que comprei o MacBook Air M1?
Antes de continuar, é importante deixar claro que este texto reflete exclusivamente a minha opinião e a minha experiência. Ao explicar por que escolhi esse notebook, não estou dizendo que ele seja a melhor opção para todo mundo. Cada pessoa tem necessidades, prioridades e preferências diferentes.
Eu mesmo passei 25 anos utilizando PCs com Windows, em parte por questões financeiras e em parte por opção pessoal. Portanto, tendo isso em mente, vamos em frente.
Durante muito tempo, para mim, não fazia sentido comprar um MacBook. Sim, eles sempre foram muito bonitos, bem construídos e conhecidos pela ótima duração de bateria, mas o desempenho era semelhante ao de notebooks Windows equivalentes. Afinal, até então, todos utilizavam os mesmos processadores Intel.
Esse cenário começou a mudar a partir de 2020, quando a Apple decidiu desenvolver seus próprios chips, abandonando a arquitetura x86 da Intel e adotando a arquitetura ARM, dando origem aos chamados chips da linha M.
Esses novos processadores apresentam um desempenho impressionante, superando muitos concorrentes Intel no segmento de notebooks e chegando a rivalizar, em alguns cenários, até com processadores de desktop. Além disso, são chips extremamente eficientes em termos energéticos, oferecendo uma economia de energia fora do comum.
Foi nesse momento que passou a existir, na minha visão, um diferencial real e relevante, algo que finalmente justificava o investimento em um computador Apple — especialmente quando somado a outros atributos já conhecidos da marca, como qualidade de construção, design e autonomia de bateria.

Contudo, ainda existia a questão do preço. Se um produto Apple já é caro por natureza, imagine então quando se trata de um lançamento. Para mim, seria inviável comprar esse MacBook na época em que foi lançado. Com o passar do tempo, porém, novos modelos começaram a surgir.
Primeiro veio o MacBook Air com chip M2, trazendo diversas novidades. Depois, em março de 2024, foi lançado o modelo com chip M3. Com duas gerações mais modernas à frente, o MacBook Air M1 passou a ter um preço bem mais acessível. Para se ter uma ideia, no lançamento ele custava mais de R$ 10.000. Hoje, é possível encontrá-lo na faixa dos R$ 5.600, inclusive com parcelamento em até 10x sem juros.
Todas as condições estavam favoráveis, mas o verdadeiro motivo para comprar um MacBook foi o conjunto de características da plataforma Apple, algo que eu já desejava há algum tempo. Sabe aquela história de “ecossistema”? Ela é real — e funciona muito bem.
Por exemplo: estou navegando em um site no iPhone e, ao abrir o MacBook, o mesmo site aparece automaticamente no Dock, pronto para continuar de onde parei. A função de copiar e colar entre iPhone e Mac, com a área de transferência compartilhada, também é extremamente útil. Uso bastante autenticação de dois fatores, então, quando um site pede um código gerado no celular, basta copiá-lo no iPhone e colá-lo diretamente no Mac. Esse é apenas um dos muitos exemplos de como essa integração tem facilitado bastante o meu dia a dia.

Essa integração entre notebook (MacBook Air) e smartphone (iPhone) tem se mostrado extremamente útil e conveniente no dia a dia. É verdade que algumas dessas funções também podem ser reproduzidas usando Windows e Android, mas, nesse caso, normalmente é necessário instalar aplicativos específicos em ambos os dispositivos, realizar configurações adicionais e garantir que esses aplicativos sejam iniciados junto com o sistema.
Se essa integração fosse o único fator relevante para mim, certamente eu poderia ter continuado no Windows. No entanto, antes de decidir comprar qualquer produto, eu sempre avalio um conjunto de fatores, e não apenas um aspecto isolado. Foi justamente a soma de todos esses pontos — desempenho, bateria, integração, construção e experiência de uso — que me levou a optar pelo MacBook Air 2020 com chip M1.
Agora, vamos falar um pouco sobre o MacBook Air em si, analisando seus principais atributos e como cada um deles impacta o uso prático, especialmente para quem trabalha com fotografia.
Apple MacBook Air M1
Configuração
Processador: Apple M1 (CPU de 8 núcleos / GPU de 7 núcleos);
Memória: 8 GB de memória unificada;
Armazenamento: SSD de 256 GB;
Placa de vídeo: Integrada ao chip M1;
Tela: 13,3" Retina 2560×1600, com tecnologia True Tone e brilho de 400 nits;
Portas: 2 portas Thunderbolt / USB 4;
Teclado: Magic Keyboard retroiluminado com Touch ID.
Design
Acho que todos podemos concordar que o design é um dos principais diferenciais dos produtos Apple. O MacBook Air M1 foi o último modelo a utilizar o design clássico da linha, no qual o corpo é levemente mais espesso na parte traseira e vai afinando em direção à frente.
Seu corpo totalmente construído em alumínio é bastante rígido, transmitindo uma sensação de solidez impressionante. O visual segue exatamente o que eu sempre procurei em um notebook: sóbrio, elegante e quase minimalista.
As dimensões são bastante compactas:
Altura: 0,41–1,61 cm
Largura: 30,41 cm
Profundidade: 21,24 cm
O peso é de apenas 1,29 kg, o que o torna extremamente portátil. Em termos de design, não há do que reclamar: é bonito, leve e fácil de transportar.
Tela
A tela do MacBook Air M1 não traz nada de excepcional, o que é esperado, já que não se trata de uma máquina voltada para profissionais que exigem recursos avançados, como altas taxas de atualização. Ainda assim, no conjunto geral, ela fica acima da média.
Trata-se de um painel Retina IPS de 13,3 polegadas, com resolução de 2560×1600, tecnologia True Tone, brilho de 400 nits e contraste de 1069:1. A taxa de atualização é a padrão de 60 Hz, mas a qualidade da imagem compensa essa limitação.
Outro ponto positivo é a excelente reprodução de cores, com aproximadamente 99,8% do espaço sRGB e 98,6% do DCI-P3, o que é mais do que suficiente para edição de fotos. As bordas da tela não são tão finas quanto as de alguns concorrentes com Windows, mas isso não chega a comprometer a experiência visual.

Vale destacar também o ajuste de escala de texto e ícones em relação à resolução. No meu Dell Inspiron, com tela de 14" e resolução Full HD (1920×1080), o sistema recomendava uma escala de 150%, deixando tudo grande demais. Já em 125%, textos e ícones ficavam pequenos para o meu gosto, causando certo desconforto visual.
No MacBook Air, esse ajuste é muito mais intuitivo. Mesmo com uma tela menor e resolução mais alta, o tamanho de textos e elementos da interface fica agradável e confortável, o que contribui bastante para longas sessões de uso.

Armazenamento
Na versão básica do MacBook Air, a capacidade de armazenamento é de 256 GB. É claro que existe a opção de upgrade para até 2 TB, mas, nesse caso, o preço sobe de forma significativa e, na minha opinião, não compensa para esse tipo de computador. A boa notícia é que o SSD interno do MacBook Air é muito rápido. Na imagem abaixo, você pode conferir o resultado do teste de velocidade.

Mas afinal, dá para viver com apenas 256 GB?
Sim, dá para viver muito bem — desde que você utilize um SSD externo. Foi exatamente isso que fiz: adquiri um SSD externo de 2 TB e, sempre que preciso editar minhas fotos, basta conectá-lo ao MacBook para ter todo esse espaço disponível.

O SSD que escolhi foi um Kingston. Ele é extremamente compacto e leve, cabendo facilmente em qualquer bolso da mochila — ou até mesmo no bolso da calça. Além disso, é bastante rápido, com velocidades de leitura e gravação superiores a 900 MB/s. Na caixa, ele vem acompanhado de um cabo USB-C para USB-A. Como o MacBook Air possui apenas portas USB-C, comprei também um cabo USB-C para USB-C de 10 Gbps, da marca Ugreen.
Na prática, não vejo sentido em pagar uma fortuna pelos 2 TB de armazenamento interno da Apple. Se você realmente precisa de muito espaço — e até mesmo de velocidades acima de 2.000 MB/s — existem diversas opções de SSDs externos rápidos, confiáveis e muito mais baratos, que atendem perfeitamente a esse tipo de demanda.
Teclado e Trackpad
É verdade que, alguns anos atrás, a Apple errou feio ao adotar os teclados com mecanismo borboleta em alguns modelos de MacBook. Felizmente, essa tecnologia problemática foi abandonada, e a empresa voltou a utilizar um mecanismo mais tradicional e já consagrado. O resultado é um teclado extremamente acertado neste MacBook Air. Ele é, de fato, espetacular — embora eu precise admitir que o teclado do meu Dell Inspiron i14-5480 não fica muito atrás (chega a ser quase tão bom quanto).
As teclas têm ótimo tamanho, são macias, responsivas e relativamente silenciosas. A retroiluminação é excelente, podendo ficar bem forte sem apresentar vazamento de luz entre as teclas. O único inconveniente é o teclado não ser no padrão ABNT2. Em contrapartida, a configuração para português brasileiro é feita automaticamente logo na primeira inicialização do sistema, de acordo com o país informado.
Outro ponto que merece destaque é o leitor de digitais (Touch ID). Ele funciona de forma rápida e confiável, tem tamanho discreto e fica bem posicionado, sem atrapalhar a digitação no dia a dia.

O trackpad é um show à parte. Extremamente agradável ao toque, ele tem um tamanho generoso para um notebook tão compacto e conta com o sistema de clique uniforme, que permite clicar em qualquer parte da superfície — ao contrário de muitos concorrentes, onde o clique só funciona na parte inferior. Para ser sincero, não sei como está a qualidade dos trackpads dos notebooks mais caros atualmente, mas o do meu Dell, que custou mais de R$ 4.000 em 2020, é simplesmente horrível quando comparado ao trackpad deste MacBook Air.
Portas e conexões
Quando o assunto é portas, o MacBook Air realmente deixa a desejar. De um lado, há apenas uma entrada para fones de ouvido. Do outro, apenas duas portas Thunderbolt / USB 4 — sendo que uma delas normalmente fica ocupada pelo carregador. Ou seja, o que já é pouco acaba ficando ainda mais limitado quando é necessário utilizar o notebook enquanto ele está carregando.
Nessas situações, a única alternativa é recorrer a um dongle ou hub USB, equipado com as portas adicionais necessárias. Felizmente, até o momento essa limitação não me causou problemas, já que raramente preciso usar mais de dois dispositivos conectados ao mesmo tempo. Ainda assim, já consigo imaginar alguns cenários futuros em que um dongle será praticamente indispensável — infelizmente.


Bateria
Ao contrário da quantidade de portas, que decepciona, a bateria é um dos maiores trunfos do MacBook Air. Segundo a Apple, a autonomia pode chegar a impressionantes 18 horas. É claro que vale fazer uma ressalva: a metodologia desses testes nem sempre reflete o uso real, já que normalmente envolve cenários controlados, como reprodução contínua de vídeos em streaming.
Na prática, entretanto, os resultados podem ser ainda melhores — dependendo do perfil de uso. No meu caso, a bateria simplesmente dura dias. Somente após alguns dias alternando entre edição de textos, navegação na internet, streaming de vídeos e organização de bibliotecas de fotos é que surge a necessidade de recarregar. E vale destacar: costumo usar o brilho da tela sempre acima de 50%, o que torna esse desempenho ainda mais impressionante.
Falando em recarga, é importante mencionar que o MacBook Air 2020 oferece suporte a carregamento rápido. O carregador que acompanha o notebook na caixa tem potência de apenas 30W, o que não permite aproveitar esse recurso. No entanto, ao utilizar um carregador mais potente, é possível obter tempos de recarga significativamente menores.
Durante algum tempo usei o carregador original, mas posteriormente passei a utilizar um carregador Baseus de 65W, acompanhado de um cabo que exibe a potência em tempo real. Como pode ser visto na imagem abaixo, o MacBook Air chega a atingir um pico de aproximadamente 46W durante o carregamento rápido, comprovando que o recurso funciona muito bem quando utilizado com um carregador compatível.

Utilizando o carregador Baseus de 65W, o MacBook Air atinge cerca de 60% de carga em apenas 30 minutos. A partir desse ponto, a potência utilizada pelo notebook diminui gradualmente — primeiro para algo em torno de 35W e, em seguida, para cerca de 20W — levando aproximadamente mais 30 minutos para completar a carga até 100%.
Com uma autonomia impressionante e um carregamento rápido capaz de entregar 60% de bateria em apenas meia hora, posso afirmar tranquilamente que duração de bateria deixou de ser uma preocupação no meu dia a dia com este notebook.
Desempenho
Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que não se trata de uma máquina voltada para profissionais. Para esse público, a Apple oferece o MacBook Pro. O MacBook Air é uma máquina de entrada, pensada para um uso mais básico. Ainda assim, tenho gostado muito do desempenho deste notebook e não tenho absolutamente nenhuma reclamação nesse aspecto.
O conjunto formado pelo chip M1, 8 GB de memória unificada e SSD de 256 GB proporciona uma experiência extremamente suave e fluida. Ao deixar o notebook em suspensão, basta levantar a tampa e a tela já está ligada, com tudo pronto para uso. Mesmo quando o computador está totalmente desligado, em poucos segundos já estou novamente na tela de login. A abertura de aplicativos, telas do sistema, bem como a navegação pelo Launchpad, Mission Control e outros recursos do macOS são sempre muito rápidas.
A única ressalva que faço é que aplicativos pouco utilizados tendem a demorar um pouco mais para abrir na primeira execução, algo que notei ao longo do uso diário.
Se você, assim como eu, pretende usar o MacBook Air para textos, planilhas, apresentações, PDFs, e-mail, consumo de conteúdo como YouTube, Netflix e streaming em geral, e eventualmente edição de fotos e vídeos, pode ficar tranquilo: você estará muito bem servido. Desde que o comprei, ele tem sido utilizado majoritariamente para esse tipo de tarefa, e, como esperado, sobra desempenho.
Mas então surge a pergunta: é possível editar fotos e vídeos nesse notebook?
A resposta é sim, mas com algumas ressalvas. O processador dá conta do recado com tranquilidade, porém, ao optar pelo modelo com 8 GB de memória, é preciso estar ciente das limitações. Para fluxos de trabalho mais pesados, especialmente com várias aplicações abertas ao mesmo tempo, o ideal seria um modelo com 16 GB de memória, que torna o MacBook Air uma máquina bem mais confortável para edição de fotos e vídeos — mesmo sem chegar ao nível de um MacBook Pro.
Desempenho do Lightroom Classic
Chegamos, então, ao ponto central desta análise: o desempenho do Lightroom Classic no MacBook Air M1. De forma geral, a experiência de uso é bastante positiva. O programa abre rapidamente, a navegação pelo módulo Biblioteca é muito fluida, e a edição no módulo Revelação acontece sem engasgos.
Vale destacar que a aceleração de hardware funciona muito bem. No entanto, se você deixar a configuração como “Automático”, o Lightroom indicará que a aceleração é limitada, deixando de utilizar a GPU durante a exportação. Felizmente, isso pode ser facilmente resolvido selecionando a opção “Personalizado” e marcando manualmente o uso da GPU para exportação.

Metodologia dos testes
Para ter uma noção mais concreta do desempenho, decidi realizar alguns testes práticos, tomando como referência três tarefas comuns no fluxo de trabalho:
Criação de visualizações 1:1
Exportação de imagens
Aplicação de redução de ruído por IA
Para os testes de geração de visualizações e exportação, utilizei uma coleção com 90 fotos. Já para a redução de ruído por IA, escolhi uma imagem com ISO 6400. Todas as fotos são arquivos NEF (RAW) de uma Nikon D7100, com 24 megapixels.
Além do MacBook Air M1, incluí nos testes meu notebook Dell Inspiron i14-5480 e meu antigo desktop, com o objetivo de comparar o desempenho do chip M1 com processadores e placas de vídeo utilizados em máquinas Windows. Cada teste foi repetido pelo menos duas vezes, considerando sempre o melhor resultado obtido por cada máquina.

A seguir, apresento as configurações e os resultados de cada computador que participou dos testes.
Notebook Dell i14-5480
Processador: Intel Core i7-8565U 1,8 GHz (Turbo 4,6 GHz);
Memória: 16 GB DDR4 2400 MHz (dual channel);
Armazenamento: SSD SATA 128 GB e HDD 1 TB 5.400 rpm;
Placa de vídeo: Intel UHD 620 (onboard) e NVIDIA GeForce MX 150 2 GB.
PC Desktop
Processador: Intel Core i5-10400 2,9 GHz (Turbo 4,3 GHz);
Memória: 32 GB DDR4 2666 MHz (dual channel);
Armazenamento: SSD PCI-E NVMe 512 GB e HDD 2 TB 7.200 rpm;
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti 11 GB.
MacBook Air com Chip M1
Processador: Chip Apple M1 (8C CPU/7C GPU);
Memória: 8 GB de memória unificada;
Armazenamento: SSD de 256 GB;
Placa de vídeo: Integrada ao chip M1;
Criação de Visualizações 1:1
Essa é uma tarefa que utiliza apenas a CPU. Sendo assim, quanto melhor o processador, mais rapidamente ela é executada. Eu já esperava que o MacBook Air fosse significativamente mais rápido do que o notebook Dell, mas o que realmente me surpreendeu foi ele superar também o desktop.

O Core i5-10400 conta com 6 núcleos e 12 threads, enquanto o chip M1 possui 8 núcleos, sendo 4 de desempenho e 4 de eficiência energética. Ainda assim, o M1 concluiu a tarefa em praticamente metade do tempo do Core i5-10400.
Nada mal para um laptop ultrafino, sem ventoinhas e que, vale lembrar, nem sequer estava conectado à tomada durante o teste.
Exportação de 90 Fotos
A exportação é uma tarefa que utiliza CPU e GPU em conjunto. Nesse cenário, ficou claro que seria mais difícil para o chip M1 competir com uma placa de vídeo dedicada como a GTX 1080 Ti.

O MacBook Air levou 3min45s para exportar as 90 fotos, enquanto o desktop concluiu a mesma tarefa em 1min45s. Já o Dell Inspiron ficou muito para trás, com um tempo de 16min26s.
Esse resultado era esperado. Considerando que tanto o processador quanto a placa de vídeo do notebook Dell são bastante limitados para esse tipo de tarefa, o desempenho inferior não chega a surpreender. Ainda assim, o teste deixa claro o salto de desempenho que tive ao migrar para o MacBook Air — mesmo se tratando de um notebook ultrafino, sem GPU dedicada e operando apenas na bateria.
Redução de Ruído por IA
A redução de ruído por IA é uma tarefa que faz uso intenso da GPU, o que, em teoria, deveria favorecer o desktop equipado com a GTX 1080 Ti. Entretanto, não foi isso que aconteceu. Curiosamente, o MacBook Air voltou a ficar à frente do desktop também nesse teste.

Outro ponto interessante é a diferença entre o tempo estimado pelo Lightroom e o tempo real de execução. No MacBook Air, o programa sempre estimava cerca de 2 minutos, mas a tarefa era concluída em aproximadamente 30 segundos. No desktop, o Lightroom estimava algo em torno de 25 segundos, porém o processamento sempre ultrapassava os 35 segundos.
O notebook Dell sequer conseguiu executar a tarefa, o que é compreensível, já que essa função depende fortemente de uma GPU mais robusta.
É realmente impressionante ver como um notebook ultrafino, sem sistema de refrigeração ativa, consegue superar um desktop de grande porte em tarefas tão pesadas. Com exceção da exportação, o MacBook Air se mostrou superior ao desktop nos testes realizados.
Após algum tempo utilizando o Lightroom Classic 13.4 no MacBook Air, posso afirmar que a experiência tem sido bastante positiva. Pelo que tenho observado, é perfeitamente possível editar fotos com ele. Ainda assim, a presença ou não de eventuais quedas de desempenho dependerá diretamente do seu fluxo de trabalho, do volume de imagens e do nível de complexidade das edições.
Conclusão
Até o momento, estou extremamente satisfeito com este notebook. Mesmo tendo sido lançado em 2020, o MacBook Air com chip M1 continua sendo uma excelente opção para quem busca um computador pequeno, leve, bem construído, silencioso, com ótimo desempenho e bateria para o dia inteiro.
Ele não substitui um MacBook Pro em fluxos de trabalho profissionais mais pesados, mas entrega muito mais do que se espera de um notebook ultrafino de entrada. Para fotógrafos amadores, entusiastas e até profissionais com fluxos de trabalho moderados, o MacBook Air M1 ainda se mostra uma escolha equilibrada, eficiente e extremamente competente — especialmente considerando o preço mais acessível que passou a praticar nos últimos anos.
Em resumo
O MacBook Air M1 provou ser uma máquina surpreendentemente competente para edição de fotos, mesmo não sendo um notebook voltado ao público profissional. Ele entrega ótimo desempenho no Lightroom, excelente autonomia de bateria, funcionamento silencioso, além de um conjunto muito equilibrado para quem valoriza portabilidade e eficiência.
Se você é fotógrafo amador, entusiasta ou profissional com um fluxo de trabalho moderado, o MacBook Air M1 ainda faz muito sentido em 2024, especialmente considerando o custo-benefício atual.
Quer se aprofundar mais?
Continue explorando o Luz, Câmera, Lightroom para:
aprender a otimizar o desempenho do Lightroom,
entender melhor hardware para fotografia,
e tirar o máximo proveito do seu computador na edição de fotos.
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comprei um faz pouco dias para substituir o pc, trabalho com fotografia, e estou me surpreendendo com ele, esta dando conta o pequenino mac M1. :-)